Sábado, Novembro 18, 2017
   
Texto
Login

Busca

Aumento de casos de dengue preocupa Vila Pavão

Imprimir

Ao contrário de muitas cidades brasileiras que tiveram em 2017, uma diminuição do número de casos de zika, de chikungunya e de dengue, em Vila Pavão a situação se agravou.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos seis meses, contando os casos levados para outros hospitais da região, foram notificados 65 casos das doenças no município. Nas unidades de saúde do município foram 36 casos. Entretanto, nesse grupo não estão incluídas aquelas pessoas que têm sintomas leves da doença que não chegam a procurar atendimento médico.

“Estamos em epidemia de dengue. Dos casos notificados cerca de 85% das sorologias deram positivas. A situação é tão preocupante que no início desta semana uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde esteve no município para cobrar uma intervenção mais drástica em relação a doença”, afirma a coordenadora de vigilância e Saúde do município Caroline Possatti.

As pessoas que procuram as unidades de saúde municipais com sintomas da dengue passam acompanhamento médico que inclui a realização de hemogramas e sorologias, que são os procedimentos capazes de detectar a dengue.

“Muitos casos de dengue são assintomáticos, ou seja, apresentam sintomas leves ou nenhum sintoma da doença. Muitas pessoas só descobrem que tiveram dengue quando, por exemplo, são infectadas pela segunda vez e desenvolvem a forma mais grave da doença. Então, muita mais gente do que se imagina pega dengue e nem sequer sabe que pegou a doença, explica a enfermeira.

Situação preocupante
De acordo com relatório da Secretaria Municipal de Saúde, do ano passado para cá o número de focos do mosquito mais que triplicou no município. Para se ter ideia da dimensão do problema, em três meses desse ano foram encontrados mais foco de mosquitos do que em seis meses do ano passado. No primeiro ciclo de aedes aegypti por exemplo, feito no município em 2016, entre 05 janeiro a 21 junho foram encontrados 30 focos. Já no primeiro ciclo de 2017, o número de focos encontrados no período 02 de janeiro a 23 de março subiu para 101.

Equipe epidemiológica
De acordo com a enfermeira, a vigilância é constante. O município possui uma equipe epidemiológica que faz de três a quatro ciclos por ano de vigilância nas residências e imóveis do município. Sempre que é encontrado um foco do mosquito, o local é isolado e o material recolhido para análise para se saber de que espécie de mosquito é aquela larva. Pelo tipo de mosquito é que sabe qual a doença ele transmite, podendo zika, chikungunya, dengue ou febre Amarela, mas de nada adianta isso sem colaboração dos moradores.

Campanha das escolas
Além do trabalho de vistoria de residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para buscar focos endêmicos e orientações quanto à prevenção da doença desenvolvido pelos Agentes de Combate da Endemia, a Secretaria Municipal de Saúde planeja intensificar o combate a dengue, através de campanha de conscientização nas escolas do município, com palestras, orientações e distribuição de material informando à população as formas de prevenção e combate à doença.

Como se prevenir
- Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado; - Tirar água dos pratos de plantas; - Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo; - Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água; - Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas e sacolas plásticas; - Escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas, tonéis e caixas d’água) e mantê-los sempre limpos.

Login Form