Domingo, Dezembro 17, 2017
   
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Secretário de Estado vai assumir diretoria na Polícia Federal

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O secretário de Estado de Controle e Transparência (Secont), Eugênio Ricas, vai assumir a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (PF). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13), após o governador receber o novo diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, no Palácio Anchieta, onde ele formalizou o convite.

Delegado federal de carreira desde 2003, Ricas foi subsecretário e secretário de Estado da Justiça (Sejus), entre 2013 e 2016, e desde abril de 2016 está à frente da Secont. Na Polícia Federal, será o responsável por comandar as principais operações no País, entre elas a Lava Jato.

O governador Paulo Hartung destacou que, durante a reunião, além da liberação do secretário Eugênio Ricas para retornar ao quadro da Polícia Federal (PF), foram discutidas políticas públicas permanentes para realização de ações integradas entre os Estados e a União.

“É importante essa aproximação da Polícia Federal com as forças de segurança do Espírito Santo. A atuação do Eugênio é exemplo deste diálogo. Estamos liberando nosso secretário para que ele assuma essa importante missão para o País. O sentimento é o mesmo quando o ministro da Fazenda precisou da nossa secretária da Fazenda, Ana Paula Vescovi, e o ministro dos transportes precisou nosso diretor do DER, Halpher Luiggi. O sentimento é de auxiliar. Eugênio Ricas teve uma passagem exemplar pelo Estado e, agora, vai assumir uma missão para o País”, destacou Hartung.

Segóvia agradeceu ao governador por liberar o secretário para participar desse novo momento na administração da Polícia Federal.

“Sei da grandiosidade do trabalho que terá de ser feito e tenho certeza que o doutor Eugênio será fundamental para a segurança pública desse País. Ele sabe que tem todas as condições para assumir esse cargo. Tem preparo técnico e formação moral, porque vai conduzir todas as investigações de grande prioridade no País: combate à corrupção, a questão da Lava Jato e tantas outras operações importantes para a população brasileira no combate à corrupção. Ele será um pilar fundamental na nova administração”, afirmou Segóvia.

O diretor-geral da PF acrescentou que a aprovação do nome de Ricas foi unânime na Polícia Federal, de Norte a Sul. “Tenho certeza que tomamos o caminho certo e será muito bom para o País.”

Desafio: - Durante o anúncio, Ricas afirmou que vive um momento de mistura de emoções. “Sou completamente apaixonado pelo Espírito Santo, amo o trabalho que está sendo desenvolvido na Secretaria de Controle e Transparência, e acredito que a prevenção é a solução para se evitar a corrupção. É isso que a gente trabalha na secretaria, fomentando a transparência e modernizando o controle”, disse.

Mas, explicou que agora chega um momento para trabalhar em outra área. “Agradeço pelo governador ser esse homem de visão, que quer ver um País melhor e me libera agora. Agradeço ao doutor Segóvia pela confiança. É uma missão que, possivelmente, será a mais desafiadora da minha vida. Sabemos o momento que o País vive, que a PF tem atuado muito. O desafio é fazer com que continue atuando de forma responsável e ampliar as ações, não só de combate à corrupção, mas de combate ao tráfico de drogas, ao tráfico de armas. É um desafio difícil, mas que me motiva muito”, ressaltou.

Referência nacional: - O secretário ressaltou que a Secont está bem encaminhada, com um trabalho reconhecido nacionalmente como referência. O Estado tem o Portal da Transparência mais bem avaliado do País, com notas 10 consecutivas nas avaliações do Ministério Público Federal e na Escala Brasil Transparente, da Controladoria-Geral da União (CGU).

O Espírito Santo também foi o primeiro Estado a aplicar a Lei Anticorrupção (Lei Federal nº 12.846/13) e é recordista em sanções. Desde que a lei entrou em vigor, em 2014, já foram abertos 37 processos, com 13 condenações, um total de 15 empresas punidas e mais de R$ 3 milhões em multas. Por conta da atuação nesta área, a secretaria recebeu neste ano o prêmio nacional “Top of Mind de Compliance”, como a instituição mais lembrada do País quando se fala em combate à corrupção.

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